EDITORIAL

Após muito pensar sobre a descrição do blog, topei com o seguinte texto de Leon Cakoff, in Os Filmes da Minha Vida, São Paulo: Imprensa Oficial, 2010: “qualquer imagem de qualquer época, mesmo que seja manipulada, pode ter seu valor enquanto documento. (...) Todas as imagens tem uma função. (...) A Elite pensante, em qualquer geração ou situação, corre um perigo muito grande. O de torcer o nariz para o que seja popular. (...) o ruim, na pior das hipóteses, nos ajuda a discernir o que é melhor”.

Assim, o cinema de qualquer período, lugar e/ou artista poderá aqui ser analisado, sem que a distinção entre filme de arte e diversão escapista interfira no processo, afinal, tanto o rigor quanto o formalismo em demasia podem impedir a descoberta de pequenos grandes prazeres muitas vezes encontrados nas pedras menos lapidadas. Ou, como diria um conhecido nosso, numa síntese descaradamente pop: “why so serious?”.




sábado, 23 de maio de 2015

Yentl



Ousadia de Fachada


Yentl (EUA, 1983) expressa a tentativa de Barbra Streisand atualizar nos idos da década de 80 o gênero musical. Neste passo, grande parte das canções executadas não é necessariamente cantada pela protagonista, servindo apenas como uma espécie de narração em voz over, recurso esse enfadonho e desnecessário na medida em que as letras em nada acrescentam ao enredo ou ao que já é mostrado na tela. O resultado, portanto, não poderia ser mais irregular, afinal o que se vê é um musical titubeante, receoso de assim se assumir, daí não a toa o tempo ter sido implacável com Yentl: hoje assistido, o longa-metragem soa datado e aquém de suas possibilidades, ainda mais se considerado for nesse contexto a aula de rejuvenescimento do formato orquestrada por Baz Luhrmann e seu pós-moderno Moulin Rouge – Amor em Vermelho (Austrália / EUA, 2001).
Dito isso, o que poderia salvar a obra da total irrelevância seria a adequada exploração do potencial de seu texto de origem, dada a presença do espinhoso tema do preconceito e exclusão sofridos pela mulher em sociedades cultural e secularmente machistas. Lamentavelmente, o aspecto misógino em torno da saga de Yentl, uma espécie de Joana d’Arc dos livros, se perde em meio a uma novelesca e repetitiva subtrama sobre um amor proibido. Desse modo, a ousadia que Streisand almejava aplicar sobre a forma e o conteúdo de seu filme empaca ante o receio de abandonar por completo as convenções e fórmulas consagradas de outrora.

FICHA TÉCNICA

Direção: Barbra Streisand
Roteiro: Barbra Streisand, Jack Rosenthal, Jerome Kass
Elenco: Amy Irving, Barbra Streisand, Mandy Partikins, Nehemiah Persoff, Steven Hill
Produção: Barbra Streisand, Rusty Lemorande
Fotografia: David Watkin
Trilha Sonora: Alan Bergman, Marilyn Bergman, Michel Legrand
Duração: 134 min.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Birdman Ou (A Inesperada Virtude Da Ignorância) / O Último Ato



Fogueira das Vaidades

Birdman Ou (A Inesperada Virtude Da Ignorância) (EUA, 2014) é, sem dúvida, um assombroso caso de eficiência cinematográfica quanto a forma e ao conteúdo. Num texto exemplar, Alejandro González Iñárritu discute meandros da produção artística como a banalidade e frivolidade na qual ela com o passar do tempo insiste em resvalar. Para tanto, o cineasta, junto com seus parceiros de roteiro Arnon Milchan, James W. Skotchdopole e John Lesher, utiliza como elemento aglutinador e desencadeador de tal discussão um ator de meia idade, numa crise com seu próprio ego, em busca não do reconhecimento popular e comercial de outrora mas sim do prestígio intelectual e crítico. Neste ponto, há de ser dito, o enredo revela certa carência de ineditismo dada a semelhança para com um filme também produzido em 2014 chamado O Último Ato (EUA) que, por seu turno, é baseado no livro “A Humilhação” de Philip Roth, lançado no Brasil em 2010.

Dentro deste contexto, impressiona como certas sequências dos filmes se parecem umas com as outras – vide os exemplos do momento em que seus respectivos protagonistas deliram imaginando-se impossibilitados de adentrar no teatro onde sua peça é encenada, bem como quando atentam contra a própria vida em pleno palco – deixando desconfortável principalmente quem havia visto em Birdman um arroubo inconteste de originalidade. Passado esse incômodo e analisado com parcimônia o desenvolvimento de cada uma das obras é possível sentir ratificada a impressão positiva e enriquecedora deixada pelo oscarizado título de Iñárritu, afinal:
- O Último Ato tem como mote a derrocada de um ator idoso que sente ter perdido o dom da atuação, contudo, o desenrolar da narrativa deixa de lado tal viés optando por explorar as dificuldades enfrentadas pelo personagem a partir do momento em que inicia relacionamento amoroso com uma lésbica décadas mais jovem, subtrama que, no âmbito fílmico, soa estranha ou até desnecessária ante a pretensão inicial; quanto ao elenco, Al Pacino se vale mais uma vez do tipo quase senil, entregando uma interpretação já caricata dada a forma repetitiva com que vem sendo por ele utilizada – seria o eterno Michael Corleone vítima da perda de talento tal qual seu personagem? – enquanto Greta Gerwig não consegue apresentar o mesmo carisma visto em Frances Ha, deixando sua personagem carente de nuances que a tornem interessante.

- Já em Birdman o foco narrativo não é perdido pelo roteiro em segundo algum, daí a dicotomia entre arte e entretenimento ser explorada a contento e sem aborrecer o público, o que, frise-se, é fruto, dentre tantos fatores positivos, de um elenco, inteligentemente escalado, no qual cada membro se dedica de corpo e alma a cada diálogo, no que se destaca Michael Keaton em desempenho emblemático que resume toda uma carreira, na medida em que sua história se funde a do próprio personagem interpretado. Aliado a isso tudo, tem-se também as excelentes incursões da trilha musical cuja maior característica reside em fugir do padrão da música orquestrada costumeiramente usada no cinema e, por fim, a direção de fotografia milimetricamente planejada para criar um filme aparentemente sem cortes, garantindo em última instância um capítulo novo aos livros de teoria da montagem, na medida em que leva um passo adiante a experiência de narrar uma história sem cortes adotada por cineastas como Alfred Hitchcock (Festim Diabólico) e Alexandr Sokurov (A Arca Russa).
Em outras palavras, o cínico e crítico roteiro de Birdman, sua vertiginosa fotografia/edição e o impecável trabalho de elenco denotam o valor do maestro por trás desse tour de force, qual seja Alejandro González Iñárritu e seu poder de atestar uma conclusão inclusive já tecida nesse espaço: reprisar ou ser original não necessariamente é um caminho atrelado ao tema abordado, tendo em vista que por vezes o conteúdo, mesmo que eficientemente desenvolvido, não basta por si só, cabendo a forma e ao rigor estético a função de garantir frescor e relevância ao produto e ao tema, qualidades que, como visto, sobram em Birdman¹.
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1.     Neste sentido, Francisco Russo escreve: “O trabalho de fotografia e edição são tão meticulosos que, por si só, já impressionam, mas o brilho maior está na união com a história a ser contada. Birdman, sem sombra de dúvidas, seria um filme menor caso seguisse um estilo mais convencional” (FONTE: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-216633/criticas-adorocinema/ Acesso em 18.05.15).

FICHA TÉCNICA - Birdman Ou (A Inesperada Virtude Da Ignorância)

Título Original: Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)
Direção: Alejandro González Iñárritu                                          
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Alexander Dinelaris, Armando Bo, Nicolás Giacobone
Elenco: Michael Keaton, Emma Stone, Edward Norton, Naomi Watts, Akira Ito, Amy Ryan, Andrea Riseborough, Brent Bateman, Clark Middleton, Damian Young, David Fierro, Donna Lynne Champlin, Hudson Flynn., Jamahl Garrison-Lowe, Jeremy Shamos, Joel Marsh Garland, Katherine O'Sullivan, Keenan Shimizu, Kenny Chin, Lindsay Duncan, Merritt Wever, Michael Siberry, Natalie Gold, Paula Pell, Warren Kelly, William Youmans, Zach Galifianakis
Produção: Alejandro González Iñárritu, Arnon Milchan, James W. Skotchdopole, John Lesher
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Montador: Douglas Crise, Stephen Mirrione
Trilha Sonora: Antonio Sánchez
Estreia: 29/01/2015 (Brasil)
Duração: 119 min.

FICHA TÉCNICA - O Último Ato

Título Original: The Humbling
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Buck Henry, Michal Zebede
Elenco: Al Pacino, Adam Lubarsky, Andrea Barnes, Angela Cohen, Angelica Guillen, Billy Porter, Charles Grodin, Christopher Brian Roach, Dan Hedaya, Dennis Lauricella, Derrick Arthur, Dianne Wiest, Dylan Baker, Emily Dorsch, Greta Gerwig, Jennifer Regan, Katrina E. Perkins, Kyra Sedgwick, Lance Roberts, Li Jun Li, Maria Di Angelis, Maria-Christina Oliveras, Nina Arianda, Otoja Abit, Peter Francis James, Rebecka Ray, Richard Hughes, Richard Jordan, Ricky Paull Goldin, Steve Rosen, TaiVon McKinney, Tim Falter, Victor Cruz, Zack Robidas
Produção: Al Pacino, Barry Levinson, Jason Sosnoff
Fotografia: Adam Jandrup
Montador: Aaron Yanes
Trilha Sonora: Marcelo Zarvos, The Affair
Estreia: 02/04/2015 (Brasil)
Duração: 115 min.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Entre Abelhas



Novos Passos

Uma vez que a comédia é historica e equivocadamente vista como uma arte menor, é natural que em determinados momentos de suas carreiras alguns humoristas sintam a necessidade de provar também seu valor dramático. No âmbito do cinema estrangeiro, atores como Robin Williams, Steve Carell servem de exemplo a tal constatação, enquanto que no atual cenário nacional é Fábio Porchat quem deixa a piada de lado para enveredar pelo drama em Entre Abelhas (Brasil, 2014).

Tal medida, vale dizer, é realizada de forma inteligente pelo brasileiro ao passo em que, talvez por se tratar da primeira experiência nesse sentido, a comédia não é abandonada por completo, evitando-se, desta feita, um total estranhamento e rejeição do público. Dentro deste contexto, um truque é utilizado pelo roteiro, qual seja o deslocamento do humor para a seara dos personagens coadjuvantes – com destaque para a saborosa participação de Irene Ravache – e centralização da atmosfera depressiva e melancólica no protagonista vivido por Porchat. Desse modo, o que se vê é uma dramédia com correto equilíbrio entre os gêneros que em muito lembra as produções independentes norte-americanas de cineastas como Alexander Payne e Noah Baumbach.
A tais acertos do longa-metragem somam-se outros, como por exemplo:
- a preponderante utilização de locações situadas no centro comercial carioca, em detrimento da costumeira mostra do Rio de Janeiro com sol e praia, caracterização essa que em nada se conectaria ao estado de espírito cinzento do protagonista,
- o final em aberto que num primeiro momento pode até parecer uma saída fácil e vazia para a conclusão da trama, mas que, calmamente analisado, denota um inegável significado de recomeço para o personagem Bruno.
Neste importante passo dado, a turma do Porta dos Fundos¹ mostra que seu talento não se resume ao riso, conclusão que no caso de Porchat se torna ainda mais latente em razão da relevância de sua escrita – embora não comprometedor na presente obra, o domínio da interpretação dramática, pode vir a ser aprimorado em outros futuros exercícios.
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1.   “O primeiro longa metragem de Ian SBF, responsável por diversos episódios do Porta dos Fundos, conta com figurinhas carimbadas do canal como Luis Lobianco e Leticia Lima” (FONTE: http://www.cineclick.com.br/criticas/entre-abelhas. Acesso em 11.05.15).

Ficha Técnica

Direção: Ian SBF
Roteiro: Fábio Porchat, Ian SBF
Elenco: Camillo Borges, Fábio Porchat, Flavia Reis, Giovanna Lancellotti, Irene Ravache, Kim Archetti, Leticia Lima, Luis Lobianco, Marcelo Valle, Marcos Veras, Micheli Machado, Sílvio Matos, Simone Mazzer
Produção: Eliane Ferreira, Hugo Janeba, João Daniel Tikhomiroff, Michel Tikhomiroff
Fotografia: Alexandre Ramos
Montagem: Bernardo Pimenta, Ian SBF
Estreia: 30/04/2015
Duração: 100 min.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Homem Duplicado/O Duplo/O Menino no Espelho


Papel Carbono


Entre os anos de 2013 e 2014 o cinema abordou de maneira recorrente a temática do duplo, da suposta cópia fiel que cada um tem de si em algum canto do planeta, tal como prevê o mito germânico do Doppelgänger. Neste diapasão, as obras de três ilustres escritores foram adaptadas para a telona revelando entre si indiscutíveis semelhanças mas também notórias diferenças. O Homem Duplicado (Canadá/Espanha, 2013), O Duplo (Reino Unido, 2013) e O Menino no Espelho (Brasil, 2014) são, respectivamente, as versões cinematográficas de textos de José Saramago, Fiódor Dostoiévski e Fernando Sabino. Em comum a trinca de filmes apresenta a relação conflituosa do homem com seu duplo e a forma como este último se embrenha na vida do primeiro a ponto de tomar para si o interesse amoroso daquele, pondo a prova, desta feita, a virilidade, honra e nobreza do protagonista. Ademais, os três títulos não se eximem de sugerir o duplo como uma figura irreal presente no subconsciente de seu criador, sendo, portanto, uma espécie de alter ego apurado porque mais desinibido, sexy e articulado que a pessoa real, daí também servir como substituto para missões enfadonhas do cotidiano ou tarefas espinhosas como o contato com outros seres humanos.
No que tange as obras em comento, O Homem Duplicado é a única que não propõe uma fase inicial de coexistência amigável entre original e cópia. Na verdade, o filme de Denis Villeneuve não afirma com exatidão que um dos elementos é copiado; em contrapartida, quase sempre ambas as figuras semelhantes parecem ser originais, o que faz a fronteira entre falso e verdadeiro restar nublada em benefício da construção de um intricado enigma. Numa toada que bebe da fonte de David Cronenberg e David Lynch, Villeneuve compõe um trabalho milimetricamente pensado para confundir sem, entretanto, jamais deixar de fazer sentido nem de prender a atenção.

Neste passo, desde o início a relação entre Adam Bell, um sisudo professor, e Anthony Claire, um mulherengo ator coadjuvante, é marcada pela curiosidade mas, sobretudo, rejeição recíproca. Em meio a uma Toronto deserta e amarelada o cineasta apresenta seres solitários envoltos no sofrimento acarretado pelos atos de Bell e Claire. Inteligente, o longa-metragem planta pistas que se somam a não linearidade da história, resultando num trabalho que foge da mesmice, deixando quem o assiste, no mínimo, ansioso por decifrar o mistério apresentado. Em resumo, trata-se de um tipo de filme feito com rara qualidade e que merece toda a atenção e louvor a ele destinado.
O Duplo se vale do arquétipo do homem subterrâneo engendrado por Dostoiévski ao longo de suas obras. Com efeito, o que se vê é um personagem principal que parece invisível porque irrelevante perante os demais daí rotineiramente ser achatado pela máquina estatal e sua burocracia, aspecto esse que agrega ar kafkiano a produção. Aliás, o diretor Richard Ayoade busca tanto se apoderar do tom sombrio característico de Franz Kafka que acaba fazendo O Duplo
resvalar na superficialidade, na medida em que faz soar forçado todo o emprenho das direções de arte, fotografia e musical nesse sentido. Some-se a essa irritante vontade de parecer estranho o desempenho de Jesse Eisemberg, caricato em ambas as personas vivificadas, e o que se tem é, lamentavelmente, uma produção preocupada em demasia com sua aparência e de menos com o potencial de seu conteúdo.
                 Por fim, O Menino no Espelho (Brasil, 2014) destoa das duas realizações supracitadas na medida em que se trata de um filme voltado ao público infantil. Talvez por isso - o que ainda assim não justifica - o título seja tão desinteressado em expor um roteiro minimamente coerente. Assim, personagens são inseridos e retirados da trama de forma abrupta, restando consequentemente carentes de qualquer densidade psicológica, defeitos esses que, agravados pela péssima direção de elenco, trazem de volta a memória do público um tempo em que o cinema brasileiro soava amador e sem qualquer intuito de se desvencilhar da linguagem televisiva.


Ante o exposto, uma conclusão, ainda que óbvia, merece registro: a repetição de temas, não é necessariamente um problema - até porque fomenta curiosas comparações; o equívoco dentro deste contexto, aflora quando um tema já visto e debatido é novamente abordado sem qualquer iniciativa inovadora em seu bojo. Repetir fórmulas e contentar-se com mais do mesmo sem ao menos tentar encarar a tarefa de tornar novo o que já nasce um tanto velho é o elemento comprometedor que torna irrelevante toda uma realização.

Ficha Técnica – O Homem Duplicado
 

Título Original: Enemy
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Javier Gullón
Elenco: Jake Gyllenhaal, Alexis Uiga, Darryl Dinn, Isabella Rossellini, Joshua Peace, Kedar Brown, Megan Mann, Mélanie Laurent, Misha Highstead, Sarah Gadon, Tim Post
Produção: M.A. Faura, Niv Fichman
Fotografia: Nicolas Bolduc
Montador: Matthew Hannam
Trilha Sonora: Danny Bensi, Saunder Jurriaans
Estreia Brasil: 19/06/2014
Duração: 90 min.

Ficha Técnica – O Duplo

Título Original: The Double
Direção: Richard Ayoade
Roteiro: Avi Korine, Richard Ayoade
Elenco: Jesse Eisenberg, Mia Wasikowska, Andrew Gruen, Bruce Byron, Cathy Moriarty, Chris O'Dowd, Christopher Morris, Craig Roberts, Dirk Van Der Gert, Donal Cox, Gabrielle Downey, Gemma Chan, J. Mascis, James Fox, Jon Korkes, Karima Riachy, Kierston Wareing, Kim Noble, Kobna Holdbrook-Smith, Liam Bewley, Lloyd Woolf, Lydia Ayoade, Morrison Thomas, Nathalie Cox, Noah Taylor, Paddy Considine, Phyllis Somerville, Sally Hawkins, Stuart Silver, Susan Blommaert, Tim Key, Tony Rohr, Wallace Shawn, Yasmin Paige
Trilha Sonora: Andrew Hewitt
Estreia Brasil : 26/02/2015
Duração: 93 min.

Ficha Técnica – O Menino no Espelho

Direção: Guilherme Fiúza Zenha
Roteiro: André Carreira, Cristiano Abud, Guilherme Fiúza Zenha
Elenco: Giovanna Rispoli, Gisele Fróes, Laura Neiva, Lino Faciolli, Mateus Solano, Murilo Quirino, Ravi Hood, Regiane Alves, Ricardo Blat
Produção: André Carreira
Fotografia: ABC, José Roberto Eliezer
Montagem: Alexandre Baxter, João Flores
Trilha Sonora: Vinicius Calvitti
Estreia: 19/06/2014
Duração: 74 min.